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Início do Noviciado Apostólico

No dia dezenove de julho de 2021, iniciei o meu Noviciado Apostólico com a Celebração da Eucaristia presidida pelo Padre Paulo Dionê, pároco do Santuário Santa Rita de Cássia, e com a participação do seminarista Robson Chagas. Além da presença da Comunidade do Noviciado “Nossa Senhora do Carmo”, esteve presente a Superiora Geral, Irmã Maria Imaculada Resende Pereira e seu conselho: as Irmãs Teresa Cristina Duque Carvalho, Meiriane Coelho Rodrigues, Maria Helena Lomeu e Rita de Cássia Silva, superiora local e mestra de noviças e a Irmã Luciana Flávia Gonçalves, secretária geral.

Iniciamos a celebração, em comunhão e unidade com a Igreja, com a acolhida feita pela Irmã Rita de Cássia, manifestando a alegria da comunidade formadora de poder celebrar a minha entrada para o Noviciado Apostólico. Em seguida, dirigindo-me a todos que estavam presentes, expressei a minha gratidão às pessoas que me ajudaram neste processo de discernimento, e também o meu desejo e alegria de continuar a minha caminhada nesta querida Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência, deixando-me conduzir pelo Espírito Santo.

Em sua homilia, Padre Paulo ressaltou que este é um tempo de graça, um Kairós, no qual precisamos cultivar sempre a oração e a intimidade com Deus, esperando sempre no Senhor com perseverança, humildade e paciência, como está escrito do livro de Eclesiástico.

Após a Comunhão Eucarística, Irmã Rita fez a leitura dos artigos oitenta e sete e oitenta e oito das Constituições da Congregação, e a seguir, do número trinta e nove do Diretório Geral da Congregação. Por fim, Irmã Imaculada dirigiu-se a mim com palavras de alegria e ânimo, e concluiu, dizendo: “Aquele que vos chamou é fiel”. Neste momento, recebi em mãos o Diretório de formação e a Regra do Carmo. Com alegria e gratidão a Deus, cantamos o hino a Madre Maria das Neves.

 

Noviça Gislane Paiva Araújo


Colégio Carmo de Cataguases promove gincana com metodologias ativas de aprendizagem

Estudantes criam murais multimídia com slides, vídeos, imagens e links para outros aplicativos

"Olhares para a vida" foi o tema da Semana do Carmo 2021, a tradicional gincana científica e cultural do Colégio Carmo de Cataguases, realizada online, nesta semana, de 14 a 17 de julho. Participaram, competindo entre si, as 12 turmas do Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

A partir da aplicação de metodologias ativas de aprendizagem, os estudantes se encontraram em 74 grupos, por videoconferências, nos dois primeiros dias do evento. Foram orientados a criar documentos compartilhados, virtualmente, para edição de slides e vídeos. O resultado foi a publicação de um total de 184 trabalhos, todos postados pelas próprias equipes, em murais multimídia e interativos (os Padlets), que já estão abertos à visitação da comunidade estudantil, em links disponíveis no site da escola: www.colegiocarmo.com.br.

Professores, e os próprios alunos, se surpreenderam com a criatividade das equipes durante as apresentações, realizadas na manhã de sexta-feira. Além de slides científicos e culturais e links para diferentes aplicativos tecnológicos, os Padlets apresentam vídeos em que os estudantes aparecem, ora dançando, ora recitando poesias, ora discursando.

Com indicações das turmas, foi criada também uma playlist da Semana do Carmo no Spotify.  Esta foi uma das "tarefas especiais", intitulada "Músicas que embalam nossa vida", com uma seleção de 26 sucessos, cujas letras apresentam uma visão positiva da vida e dos valores humanos.

O clima descontraído e festivo característico das Semanas do Carmo, um evento anual realizado pela escola, chegou às videoconferências. Usando fantasias coloridas ou backgrounds digitais nas cores definidas para cada turma, tanto os alunos quanto os professores aproveitaram para confraternizar, ora reunidos com a série toda, ora com os grupos de quatro a cinco estudantes.

Como acontece todos os anos, foi realizada, paralelamente, a campanha de arrecadação de alimentos, que serão doados para instituições assistenciais locais.

Parabenizando os envolvidos no evento, a Diretora Pedagógica, Cecília Poyares, afirmou: "Meu agradecimento pela colaboração de todos os profissionais da escola, no apoio para a realização de nossa Semana, e aos alunos, por sua dedicação e comprometimento no cumprimento das tarefas propostas."

Luciana Mendonça de Melo

Colégio Carmo de Cataguases


Reflexão da Novena de Nossa Senhora do Carmo

1º Dia

Hoje, em nosso primeiro dia da Novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, somos convidados e convidadas a refletir o tema: Com Maria, esperança de um novo tempo.  O texto do Evangelho, que acabamos de ouvir nos apresenta o anúncio do Anjo a Maria. Esse anúncio veio em uma época em que, como sabemos, havia uma sociedade marcada pela exclusão, injustiça, opressão, desigualdade social, que não valorizava o ser humano, sobretudo, os mais pobres e marginalizados. E, nesse contexto, o Anjo foi enviado a Maria, para anunciar esta grande e feliz notícia: “Eis que conceberás e darás à luz um Filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo”. Assim, o povo que “andava nas trevas viu uma grande luz”, luz de esperança, paz e amor.

E hoje? Vivemos nesta esperança de um mundo melhor, onde reine a paz que vem de Deus, e que não haja lugar para o egoísmo, a indiferença, a injustiça, o descarte que nos roubam a esperança. O Papa Francisco, em sua exortação apostólica Christus Vivit, assim se expressa: “Maria é o grande modelo para uma Igreja jovem, que quer seguir a Cristo com frescor e docilidade”. De fato, podemos concluir que a resposta para uma mudança social está em cada pessoa que tem um coração de jovem. Recordemos o próprio Papa Francisco, que diz que a juventude é um estado do coração: é a Igreja em saída missionária que aceita os desafios da missão e as dificuldades, com coragem, perseverança, ânimo e fé, sempre se perguntando como a jovem de Nazaré, Maria: “Como se fará isso? ”para deixar que o Espírito Santo nos guie e inspire no nosso dia a dia, e nos faça instrumentos novos para uma sociedade nova. E o Papa Francisco ainda nos fala: “Ser jovem é uma graça”.

Somos, portanto, vocacionados e vocacionadas, enviados e enviadas de Deus, como Maria, a imitarmos seu exemplo e comunicarmos a esperança com a nossas atitudes, gestos, palavras e ações, e colocarmos a serviço do Reino todo o nosso ser, e, sobretudo, os mais jovens em idade, a doar suas forças com todo vigor.

Além disso, somos, como Maria, interpelados a confiar na presença de Deus que está conosco: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”, e nos abrirmos a graça, aos apelos divinos, e assumirmos o compromisso de ser instrumentos e protagonistas de um novo tempo, pois a esperança nasce e cresce nos corações daqueles que se dispõem e comprometem a lutar por uma sociedade “antropocêntrica”, isto é, onde todos têm valor, dignidade e igualdade.

Deixemos ressoar em nosso interior as palavras do anjo a Maria: “Não temas”, para que, sobretudo, nós jovens, presente e futuro da sociedade, da Igreja e do Carmelo, possamos potencializar nossa juventude para Deus e aprender com Maria, nossa Mãe, Irmã e Mestra, a dizer sim ao Pai, sendo protagonistas de um novo tempo e o rosto jovem de Cristo no mundo.

Postulante Gislane Paiva Araújo

 

3º Dia

Vamos refletir um pouco sobre esta passagem que acabamos de ouvir. Esta passagem do Evangelho é bem conhecida, fala sobre Maria, visitando sua prima Isabel, e conforme o Evangelho, Maria ficou até 3 meses com sua prima. São duas mulheres que se encontram em momentos diferentes de suas vidas, são momentos vitais. Por exemplo, Isabel na terceira fase de sua vida, Maria quase na primeira, entrando na segunda. Uma é estéril, já com bastante experiência de vida, tanto Isabel, como seu esposo, os dois eram velhos. A outra, era jovem e virgem. Ambas eram portadoras de uma Vida Maior. Tinham consciência, e sabiam que em seus ventres geravam duas vidas: João Batista e Jesus. Podemos destacar algumas características neste texto: a alegria e o ser feliz, a alegria do encontro. A felicidade das duas mulheres é tanta que, quando Maria chega à casa de Isabel, o que acontece? As duas crianças se cumprimentam (Jesus e João Batista).  Eles se manifestam no ventre de suas mães, e as duas exultam de alegria.

Vamos pensando no texto que acabamos de ouvir, olhando nossa própria vida: quando encontramos uma pessoa amiga, como nos sentimos? Felizes. Imaginemos Maria e Isabel, sabendo que elas carregavam em seus ventres duas vidas que seriam a salvação do mundo: João, que veio preparar o caminho para Jesus, e Jesus, como nosso Salvador. Que encontro feliz! Imaginemos esse encontro com alguém. Olhemos para o texto: foi um encontro espontâneo, gratuito. Não foi uma visita pesada, foi tão espontâneo que, quando Maria chega, quando elas se cumprimentam, eles (os meninos) também se cumprimentam. Vamos imaginar esta cena, olhando para nossas vidas. Como são nossos encontros? Quando visitamos, como são nossas visitas? A quem procuramos nas visitas? O que levamos e o que trazemos? Levamos alegria, esperança...? Depois, o texto nos disse também que, assim que ouviu a saudação de Maria, a criança deu um pulo. A presença de Maria transforma o ambiente, a presença de Maria transformou a casa de Isabel, por que não dizer, completou a alegria que já estava naquela casa.

Então, podemos nos perguntar: nossa presença transforma o lugar por onde passamos? Como é a nossa presença? Ela leva alegria, leva confiança, bem-estar, ou nossa presença não é bem-vinda, não chega na hora certa, na hora precisa?

Então, Maria e Isabel têm muito a nos ensinar. Nesta oração, renovemos nossa confiança de estar juntos, a alegria de nos conhecer, de partilhar a vida, a missão. Todos nós temos que valorizar nossa presença e a do outro, principalmente, quando vamos visitar, sempre valorizar esse encontro interpessoal.

Com Maria e Isabel, devemos aprender a viver esse encontro interpessoal em que os dois bebês, ainda não nascidos, se cumprimentam no ventre de suas mães. Nossa presença deve transformar nossas casas, o ambiente onde trabalhamos, nossa comunidade, nossa comunidade eclesial.

Maria é uma pessoa enérgica e dinâmica, os evangelhos nos dizem que, por onde Maria passa ela leva seu dinamismo. Maria estava lá, com os apóstolos, Maria estava lá, ao pé da cruz, Maria estava e está sempre presente na comunidade. Sempre servindo. Jesus, em Sua vida pública, estava por aí, pregando a Palavra de Deus. Maria também estava na comunidade, servindo, compartilhando a vida, compartilhando fé.

Este mistério da visitação nos permite recuperar o sentido e o dinamismo de um encontro interpessoal. Vamos pensando neste encontro das duas mulheres, e também pensando nos nossos encontros no dia a dia, nas famílias, nas nossas comunidades. Só o amor é capaz de nos colocar na direção do outro, na direção dos irmãos. Assim como Maria não demorou, foi com pressa para servir sua prima, não podemos estar caminhando a passos lentos, mas sentir também esta necessidade de servir, servir os irmãos, apressar nossos passos na direção daqueles que mais precisam de nós.

Já temos experiência de visitar aqui na paróquia. Não podemos estar marcando passos. Onde há pessoas que precisam de nós, lá devemos estar. A necessidade não espera. Assim como Maria tomou a iniciativa de ir até sua prima Isabel, também devemos ter a mesma iniciativa de “correr”, para atender aqueles que mais precisam. Não podemos nos acomodar. Não podemos esperar que eles venham até nós, somos nós que temos que ir até eles. Então, compartilharemos vida e alegria.

Vamos cantar um refrão que diz: “se me falta o amor, nada adianta, se me falta o amor, nada sou”.

Deus continua agindo, através de cada um de nós. Ele nos transforma com sua força divina, assim como transformou a vida dessas duas mulheres. Ouviremos   um pouco do que nos diz o documento do Papa Francisco, escutemos o que ele tem a nos dizer sobre “solidariedade e serviço”.

 A solidariedade se manifesta concretamente no serviço, que pode assumir formas muito variadas de cuidar dos outros. O serviço é, «em grande parte, cuidar da fragilidade. Servir significa cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo». Nesta tarefa, cada um é capaz «de pôr de lado as suas exigências, expectativas, desejos de onipotência, à vista concreta dos mais frágeis (…). O serviço fixa sempre o rosto do irmão, toca a sua carne, sente a sua proximidade e, em alguns casos, até “padece” com ela e procura a promoção do irmão. Por isso, o serviço nunca é ideológico, dado que não servimos ideias, mas pessoas». (Fratelli Tutti, 115)

Irmã Marieta Raimunda dos Santos

 

4º Dia

Acabamos de escutar, de acolher em nosso coração, o Evangelho de Lucas 1,46-55, já bem conhecido. Um Hino de Louvor, também chamado Magnificat, que Maria proclamou, ao encontrar Isabel.

Olhando atentamente este, texto vamos perceber nele as características de uma profissão de fé. Hino de louvor que mostra, claramente, o Rosto do Deus de Israel.

Qual o rosto de Deus que o texto nos revela?

Rosto de Deus preocupado com os pequenos, com os pobres, os órfãos, as viúvas, o estrangeiro. Grupos muito presentes nos textos bíblicos.

Rosto de Deus que conta com os pequenos, para que, através deles, possa realizar Suas maravilhas, realizar Suas promessas.

Foi o que aconteceu com nossa Senhora. O texto diz: “Ele olhou para a humildade de sua serva.”  Maria se considera serva humilde e pequena.   Em outro versículo: “O Todo Poderoso fez em mim maravilhas, fez em grandes coisas.”  A grande maravilha que Deus fez em Maria foi, exatamente, GERAR E TRAZER AO MUNDO O SALVADOR.

Rosto de Deus, cuja Misericórdia é eterna.  Que vai passando de geração em geração, que alcança a todos, até chegar a nós, hoje, e àqueles que precisam de Sua misericórdia.

Rosto de Deus que toma a dor dos pobres. A dor do pobre não é indiferente a Deus. O sofrimento dos pequenos não passa despercebido diante de Deus. 

Rosto de Deus que se mantém fiel à Palavra dada. “Eu serei o Deus de vocês e vocês serão o meu povo.”                                                                          

O texto apresenta, também, o rosto de Deus em relação aos ricos.

Rosto de Deus que condena a prática dos ricos prepotentes. 

Rosto de Deus que condena os opressores dos fracos, que condena os orgulhosos. 

Então, estes não experimentarão as riquezas e as maravilhas de Deus. Não é porque Deus não queira, mas porque seus corações, suas mentes, não se abrem à ação de Deus. Deus não pode realizar neles aquilo que eles não querem que aconteça em suas vidas. E o texto diz: “eles irão embora de mãos vazias.”

Contemplamos, assim, aqueles que experimentam as grandezas e maravilhas de Deus e aqueles que vão embora de mãos vazias.

É assim o agir de Deus!  Este é o Deus de Maria, o Deus dos Profetas, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó. Este é o nosso Deus!

Acredito que a maioria de nós já escutou esta afirmação:  aquilo que Deus realizou em Maria, Ele deseja realizar em nós também. Assim como Deus quis a colaboração de Maria, Ele quer contar também com a nossa colaboração.

Em que sentido?

A) Criando condições para que a misericórdia de Deus possa chegar ao coração das crianças, dos pré-adolescentes, dos adolescentes, das juventudes, das famílias, a todos que são confiados a nós, através de nossas Obras Sociais.

B) Favorecendo, para que essas pessoas possam fazer a experiência do amor de Deus, da ternura de Deus, da paternidade e maternidade de Deus e de Sua misericórdia sem limites.

Alguns questionamentos à luz do texto 

1. Como Carmelitas leigos, como devotos de Nossa Senhora do Carmo, Fraternidades do Carmo, Carmelitas da Divina Providência, qual o rosto de Deus que revelamos no cotidiano da missão? 

2. Deus está realizando maravilhas em Barbacena, Teresópolis, Cataguases, Petrolina, e em  outras Obras Sociais nossas?  Conseguimos percebê-las? 

3. Cantamos e rezamos todos os dias “O SENHOR FEZ EM MIM MARAVILHAS...”

Este versículo é, de fato, uma verdade em nossa vida, é uma realidade. O Senhor fez em mim maravilhas. O Senhor está fazendo em mim maravilhas... Faço meu ato de fé nesta Palavra?

Na visita que Maria faz a Isabel, ela assume o agir de Deus. Ela vai até Isabel, sua prima, uma mulher idosa, pobre, discriminada por não ter filhos. Deus assume a causa de Isabel. As maravilhas que Deus realizou em Maria – gerar o Salvador – ela ainda jovem, também realizou    em Isabel, conceber um filho na sua velhice.

Deus quer realizar em nós, em você, em mim, muitas maravilhas! Que nossos corações, nossas mentes, nosso ser se abra à ação de Deus, assim como fez Nossa Senhora.  

“A graça de Deus não escolhe os soberbos, mas os humildes,

A graça de Deus não escolhe os poderosos, e sim os fracos,

A graça de Deus não escolhe os saciados, e sim os famintos.

“Maria Deus, Maria da gente, Maria da singeleza da flor.

Vem caminhar, vem com teu povo, de quem provaste a dor.”

Ir. Maria Edwiges Teixeira

 

6º Dia

Há vários níveis de convivência, e até de fraternidade. Temos os irmãos do parentesco do sangue, temos os irmãos de fé, temos os amigos que consideramos irmãos. Aqui, estamos entre irmãos, pois somos uma fraternidade, a Fraternidade Madre Bernadete, e, mais ainda, irmãos na Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência. E todos, irmãos em Cristo Jesus.

A Palavra que ouvimos narra o momento em que, ao redor de Jesus, estão muitas pessoas desejosas de ouvir sua palavra, quando Sua mãe e Seus irmãos chegam, e O procuram. Ao ouvir que O procuravam, Jesus pergunta: “Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?” E, ao olhar em volta, diz: “Eis minha mãe e meus irmãos; quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Podemos observar, neste texto, que os parentes de Jesus estão temerosos quanto à Sua maneira de agir, pois Ele pode colocar em uma situação delicada a boa reputação da família. Por isso, decidem ir ao Seu encontro, e tentar controlar a situação, a fim de preservar o bom nome que têm. Levando em consideração que, na época e no contexto cultural e religioso no qual Jesus estava inserido, a família tem enorme peso e importância na sociedade, Jesus se torna motivo de escândalo, uma vez que enaltece seus seguidores, considerando-os mais que a família. Marcos faz notar o contraste entre a família que fica fora e os que estão ao redor de Jesus. Mostra, dessa maneira, a hostilidade que Jesus recebe do ambiente onde tinha vivido. Com seus gestos e palavras, Jesus esclarece que, embora a família tenha a sua importância, ela não está acima, e nem prevalece sobre aqueles que aderem à Palavra de Deus, e a coloca em prática.

Este texto nos leva a perceber que Jesus, ao colocar a pergunta sobre qual é a Sua verdadeira família, constitui uma nova comunidade, a daqueles que, compreendendo a sua mensagem, e desejando cumprir melhor a vontade de Deus, colocam-se no caminho do seguimento.

O mandamento que dá fundamento e sustentáculo a essa nova comunidade é o amor a Deus e ao próximo. É a partir da observância e vivência desse mandamento e do anúncio da boa notícia que se forma a comunidade, pois a verdadeira união com Jesus se faz pela missão comum.

Sendo assim, os laços de sangue não são decisivos. A única condição para pertencer à nova família é cumprir a vontade de Deus, pois esta é criada a partir da vivência dos valores do Reino de Deus.

Maria foi a pessoa mais unida a Jesus pelos laços do Reino, pois foi a primeira que acreditou, a que melhor cumpriu a vontade de Deus e se tornou, assim, a primeira discípula do Seu Filho

Para quem deseja ser discípulo de Jesus, fica o convite para fazer parte da Sua verdadeira família. Pois aqueles que cumprem a vontade de Deus se tornam os parentes mais próximos de Jesus.

A finalidade do relato de Marcos é definir a comunidade reunida ao redor de Jesus. Os verdadeiros parentes distinguem-se por cumprir a vontade de Deus. Jesus se sente próximo de todos aqueles que trabalham na construção do Reino, e gastam a vida amando e servindo os irmãos.

Carmelitas Leigos


Notícias do Haiti

Com o assassinato do Presidente Jovenel Moise, mais uma vez, Haiti tornou-se destaque mundial. Imagino que, também, uma grande preocupação com o futuro deste País. Porém, neste triste ocorrido, ecoa a voz de tantos inocentes pois, desde que o Presidente assumiu o poder, Haiti vem sofrendo com grandes ondas de violência, manifestações, seqüestros. Nestes últimos meses, o País está totalmente dominado por grupo de bandidos que, brigando entre si, vem aterrorizando a todos, invadindo as casas e matando tantas pessoas inocentes. A dinâmica entre as gangues é a invasão por territórios. Com isso, muitas famílias são obrigadas a deixar suas casas. As que resistem são mortas de forma desumana, e ficam no anonimato.

Partilhando um pouco da nossa vida.

Hoje, finalizaríamos o nosso retiro anual. A princípio, o tínhamos planejado com todos os missionários brasileiros. O mesmo não foi possível, pois os bandidos invadiram um trecho de Porto Príncipe, no qual ninguém entra, e ninguém sai em direção ao sul. Alguns meios de transporte que tentaram passar, os bandidos mataram, sem misericórdia, todas as pessoas, sem poupar uma vida sequer.

No entanto, nós, que moramos em Porto Príncipe, finalizaríamos o nosso retiro hoje. Quando acordamos, com a triste noticias da morte do Presidente, tivemos que mudar toda a nossa programação, finalizar sem término o nosso retiro. Algumas, que tinham possibilidade de chegar às escondidas em casa, saíram imediatamente, e as outras, que não podiam se deslocar, buscaram outros meios. Por sorte, temos uma pequena casa alugada no vilage, que reservamos para descanso e refúgio, em caso de desestabilização do País, e a mesma fica próxima à casa de retiro.

Tudo isso colocamos nas mãos de Deus, na certeza de que Ele cuida.

 

Irmã Ideneide do Rego


90 anos de Irmã Maria Auxiliadora Fernandes

A minha alegria esteja convosco

e a vossa alegria seja completa.”

Jo 15,11

 

Dia 31 de Maio de 2021, celebramos, com muita alegria, o aniversário de 90 anos da Irmã Maria Auxiliadora Fernandes. São 90 anos de muitas histórias e marcas de Deus, registradas ao longo de sua caminhada. Uma vida doada e voltada plenamente para Deus e para o próximo, pois são 68 anos de entrega ao Senhor e ao Reino.

Falar da Irmã Auxiliadora é descrever a beleza, a alegria e o entusiasmo da vida religiosa consagrada, e de fazer valer o dom da vocação à qual foi chamada por Deus no ano de 1.951. Hoje, vive o projeto de Deus em sua vida cheia de alegria, de poder estar respondendo ao chamado do Senhor.

Sua vida é uma verdadeira epifania de Deus para a Congregação, sua comunidade, seus familiares e pessoas que convivem com ela, por meio do seu testemunho de vida, revelado no cotidiano. É uma pessoa apaixonada pela vida religiosa consagrada, e comprometida com a causa do Reino, e também possui um grande sentido de pertença à Congregação.

Irmã Auxiliadora vive a sua vida, procurando se configurar à maneira de Jesus Cristo, na simplicidade, humildade, acolhimento, alegria de servir e de estar disponível ao que pedem dela, na misericórdia de olhar para o outro com compaixão. Sabe ser presença na vida das pessoas, e tantas outras atitudes valiosas aos olhos de Deus.

Ela tem como prioridade “o Evangelho como norma suprema de vida”. Participa, diariamente, com muito fervor e devoção, da Missa - do Mistério Pascal de Cristo. Hoje, diante da pandemia, participa em casa, pela televisão.

É de suma relevância destacar seu amor filial a Nossa Senhora, cujo nome – Maria Auxiliadora – lhe foi dado por sua mãe.

Louvamos ao Senhor pelos 90 anos de vida da Irmã Maria Auxiliadora, pelo seu testemunho de viver, com alegria, a beleza do projeto de Deus em sua vida. Que o Senhor continue derramando Suas divinas bênçãos sobre nossa Irmã, e que ela continue a ser presença da epifania de Deus ternura na vida de todas nós.

“Em tudo demos graças a Deus!”

 

Irmã Lucenir Fernandes


Encontro de Educadores Carmelitas

SANTA TERESA D’AVILA – DETERMINADA E DETERMINAÇÃO

 

Que afago em minha alma foi o encontro anual de educadores Carmelitas, ocorrido no último sábado, dia 29 de maio. Que sorte a minha ter participado deste encontro, em que tivemos a chance de conhecer um pouco mais das vidas de Santa Teresa D’Ávila e de São João da Cruz, através das palavras sábias e profundas de Ana Maria Scarabelli que, com seu doce sotaque mineiro, transformou nosso dia.

Em um momento tão doloroso como os dias de hoje, quando incertezas e medos nos afligem enormemente, conhecer um pouco da história e dos ensinamentos de Santa Teresa e São João da Cruz nos faz mais acalentados, serenos, mas fortes e determinados a prosseguirmos, assim como eles mesmos o fizeram.

Santa Teresa, com sua fé e determinação, nos ensina a conhecermo-nos, aprofundarmo-nos em nós mesmos. Pois esse encontro consigo é fundamental para chegarmos a Deus. Nem sempre é uma tarefa fácil, pois esse aprofundamento, essa busca, requer de nós um exercício diário, uma entrega constante, cada vez mais profunda. O silêncio e a oração são os caminhos para esse encontro consigo, e, assim, com Deus.

Santa Teresa e São João da Cruz nos fazem um convite para entrarmos nesse castelo interior que é a alma, cuja porta de entrada é a oração, o silêncio. Nesse castelo chamado alma, há muitos aposentos, assim como no firmamento, há muitas moradas. Façamos da oração um caminho até o Pai, assim como Santa Teresa o fez.

Para a Doutora da Igreja, a oração é o caminho mais rápido e seguro para se alcançar a união com Deus.

Que almas corajosas e humildes foram esses dois! Que possamos seguir os exemplos de Santa Teresa e São João da Cruz, em seu convite à uma vida mais interiorizada, e em comunhão com Deus.

Ana Maria fala que, às vezes não queremos crescer, para sermos carregados pelo Pai. Queremos o Seu colo, pois esse é o único que nos acolhe e conforta profundamente. Espero que possamos ter este encontro conosco e com Deus, sermos colo também, para nós mesmos e para o próximo, criarmos essa intimidade com Deus, através do autoconhecimento e espiritualidade, como Santa Teresa nos ensinou. Que nossas noites escuras nos sirvam para o amadurecimento espiritual, como pregava São João da Cruz.

Sejamos ainda humildes, através da caridade e do autoconhecimento, para comungarmos, ainda mais profundamente, com Deus Pai, nosso Criador.

Com gratidão,

 Fabiana Kimus - Professora de Língua Inglesa.

Colégio Nossa Senhora do Carmo/ Teresópolis

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