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Semana do Carmo Cataguases 2022

Sétima Arte inspirou apresentações de estudantes do Ensino Fundamental II e Médio

 

“O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho.” A frase de Orson Welles, estampada no cartaz da Semana do Carmo 2022, apresenta a temática do evento neste ano: “Sétima Arte em Foco”. Realizada nos dias 11 a 14 de julho, a tradicional gincana do Colégio Carmo, de Cataguases, movimentou as onze equipes participantes, formadas por estudantes do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3° Ano do Ensino Médio.

 

As apresentações culturais são o ponto alto da Semana do Carmo. As turmas capricharam nas coreografias, ao som de famosos musicais do cinema, e transformaram em teatro algumas cenas icônicas de filmes que eles mesmos escolheram, entre clássicos e grandes bilheterias. Na abertura, um tapete vermelho foi estendido no pátio central da escola, para um desfile de personagens marcantes do cinema. Com uma maquiagem primorosa, um estudante se destacou fantasiado de Neytiri, a princesa de Avatar.

 

Bonito também foi ver o ginásio da escola parecendo um grande ateliê de artes, onde 68 grupos faziam desenhos a mão, pinturas e pesquisas para estampar cartazes informativos e ilustrativos. Dentre as abordagens estavam a recriação de pôsteres de filmes de animação, linhas do tempo sobre grandes diretores e suas obras, confecção de flipbooks, o “Especial Harry Potter” e um tributo a Charles Chaplin.

 

Os trabalhos apresentados se inspiraram nos clássicos, grandes produções internacionais e nacionais. Destacaram, naturalmente, Cataguases, que é conhecida como o berço do cinema nacional, por obra de Humberto Mauro. Como a cidade despontou, nos últimos anos, como um importante polo audiovisual brasileiro, onde têm sido gravados diversos filmes, cinco deles foram escolhidos na Semana do Carmo. Os estudantes produziram mini-documentários, que agora estão publicados no canal da escola no Youtube, em www.youtube.com/c/CarmodeCataguases.

 

Em análises críticas de filmes, os alunos demonstraram sensibilidade nas abordagens de questões como racismo, negacionismo científico, nazismo, desigualdade de gênero, exclusão escolar, fome e miséria. A comissão organizadora do evento escolheu onze dramas do cinema que abordam esses problemas sociais, ampliando as oportunidades de discussão e conscientização dos jovens.

 

Como não poderiam faltar nessa gincana, as brincadeiras, atividades lúdicas e esportivas deram o tom de festa para o evento, tão importante para o fortalecimento dos laços de amizade entre os estudantes. As torcidas organizadas, com suas camisas na cor que identificava a turma, tiveram quatro dias de muita diversão na escola. Essa alegria ganhou um brilho mais que especial, depois de dois anos de pandemia, com traumáticas vivências para a comunidade escolar.

 

"O cinema é vida, é conhecimento, é diversão, é alerta, denunciando preconceitos e injustiças; o cinema nos encanta, desvendando realidades inspiradoras; o cinema nos ensina, mostrando fatos reais da história; o cinema nos fascina, criando mundos imaginários cheios de fantasia. Que esta Semana do Carmo nos traga muita inspiração, emoção, alegria e conhecimento", afirmou a Diretora Pedagógica, Cecília Poyares, ao apresentar a proposta aos estudantes.

 

Além da programação cultural, todos participaram, também, da gincana solidária, que contou com a mobilização de estudantes, familiares e uma grande comunidade de benfeitores. Os donativos já foram entregues a Instituições assistenciais de Cataguases. Foram beneficiados a Sociedade São Vicente de Paulo de Cataguases, o Lar de Idosos São Vicente (no bairro Bandeirantes), a AFAN (Associação Fraterna de Assistência aos necessitados), o Educandário Dom Silvério e o Grupo Missão Barsanulfo.

 

Nos próximos dias serão anunciadas as turmas vencedoras da gincana. Enquanto isso, a equipe organizadora convida a comunidade a visitar o site do Colégio Carmo, em www.colegiocarmo.com.br, para ver os álbuns de fotos do evento.

 

Luciana Mendonça de Melo


Festa de Nossa Senhora do Carmo e confraternização

“Saquarema, és nosso poema” assim começa a música composta pela Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência em homenagem a Saquarema, nossa cidade querida, que foi testemunha do florescimento da vocação de Madre Maria das Neves.

        De fato, Saquarema é um poema: banhada pelo mar e pela lagoa, margeada por verdes montes, céu brilhante durante o dia, e límpido durante a noite. Esta cidade é, verdadeiramente, um poema, e um poema dedicado à Virgem Maria. A vocação de nossa cidade é mariana, e poderíamos ser mais específicos, é uma vocação carmelitana. Pois, ainda não existia Saquarema, não existia a poética Igreja Matriz, e estas terras já estavam consagradas a Nossa Senhora do Monte Carmelo. Foi em 1594 que chegaram aqui os primeiros frades da Ordem do Carmo, e deram início à construção de um convento dedicado ao Patriarca de Jerusalém, Santo Alberto. Quis, porém, a Divina Providência, por misterioso desígnio desconhecido pelos homens, que essa obra nunca fosse concluída. Todavia, este não foi o fim da história de amor e salvação entre a Ordem do Carmo e Saquarema.

        Séculos mais tarde, chegou aqui a Sra. Rita de Cássia, cujo único desejo era servir a Deus nos irmãos e irmãs mais necessitados. Esta alma, enamorada de Deus e dos mais pobres, ardia também de amor pela Virgem Maria, sua Mãe Santíssima, e, por isso, guiada pelas mãos de Deus e da Igreja, assumiu o compromisso com a Ordem do Carmo, tornou-se terceira carmelita, e passou a se chamar Maria das Neves. Sua passagem por Saquarema foi rápida, porém, marcante. Seu odor de santidade ainda pode ser sentido em nossa cidade, através da Casa Mãe das Irmãs Carmelitas da Divina Providência.

        A Virgem do Carmo e Deus Providentíssimo queriam, contudo, que o Carmelo florescesse, ainda mais, em Saquarema e, por isso, surgiu, no ano de 2018, a Ordem Terceira do Carmo, no mesmo lugar onde desabrochou a vocação carmelitana de Madre Maria das Neves. Para o nosso Sodalício, é uma alegria saber que vestimos o mesmo hábito de Madre Maria das Neves, e que trilhamos um caminho semelhante ao dela, pois começamos nossos encontros em Saquarema na mesma casa onde ela começou sua missão, fomos à Lapa, pedir o ingresso na Ordem Terceira do Carmo, no mesmo lugar onde ela fez sua profissão e recebeu o hábito carmelita. E, agora, temos a oportunidade, como Irmãos e Irmãs da Ordem do Carmo, de fazer o Carmelo florescer aqui em Saquarema, de tornar conhecida a espiritualidade carmelita e de propagar a devoção a Nossa Senhora do Carmo, nossa amada Mãe e Irmã.

        Este ano de 2022 foi particularmente especial para a família carmelitana de Saquarema, pois foi realizada a primeira Profissão Solene deste nosso Sodalício, tendo 15 Irmãos sido definitivamente admitidos na Ordem do Carmo. Para completar nossa alegria, estamos vendo o reflorescer desta Casa Mãe da Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência, com a chegada das, já muito amadas, Irmãs Maria Eunice e Lucenir. Não só nosso Sodalício, mas toda a Paróquia está em festa pela chegada dessas duas Irmãs, que prometem continuar e aperfeiçoar o trabalho que esta querida Congregação vem desempenhando em Saquarema há tantas décadas.

        Não poderia deixar de falar da alegria em celebrar Nossa Senhora do Carmo. Após dois anos de dificuldades, de medo e limitações, neste ano a nossa Família Carmelitana pôde celebrar, com toda a dignidade a sua Senhora e Rainha. Foi como uma coroação, diante das conquistas que o Carmelo de Saquarema alcançou neste ano de 2022. Novena, Missa Solene e Procissão marcaram os festejos de Nossa Senhora do Carmo. Unidos à Paróquia, e com o apoio da Congregação, especialmente das Irmãs Lucenir e Maria Eunice, que nos abraçaram e incentivaram, nosso Sodalício pode realizar uma grande, bela e digna homenagem à Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, uma festa que desejamos que se repita e cresça a cada ano.

        Porém, as celebrações não pararam no dia 16 de julho. Ainda tivemos a alegria de comemorar o nosso Pai, o Profeta Santo Elias. No dia 20 de julho, incentivados pela Irmã Lucenir, nos reunimos todos na Capela da Casa Mãe da Congregação, para a Missa em honra do Profeta e Patriarca do Carmelo e, após   a mesma, tivemos um descontraído e prazeroso momento de confraternização entre as Irmãs Carmelitas da Divina Providência, a Ordem Terceira do Carmo e os Padres de nossa Paróquia. Quero expressar meu agradecimento, e o de todo o nosso Sodalício, à Irmã Lucenir, por ter preparado um momento tão agradável e inesquecível para todos nós, na qual pudemos conversar, nos alimentar, e até jogar bingo, numa divertidíssima e especial noite que, sobretudo, fez estreitar, ainda mais, os laços de amizade, respeito e carinho que unem nosso Sodalício e a Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência.

        Que Nossa Mãe Santíssima do Carmo possa nos auxiliar a subir o Monte Carmelo, a fim de um dia contemplarmos Deus face a face e que, pela sua intercessão, sejam concedidas santas e verdadeiras vocações carmelitas, como insistentemente pedimos ao longo de sua novena, para nosso Sodalício, para a Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência e para toda a Ordem do Carmo. Que Madre Maria das Neves possa também servir de modelo para todos nós, e interceder pelo crescimento e florescimento do Carmelo em nossa poética Saquarema.

 

Salve Maria!

Salve o Carmelo!

 

Anderson Afonso Serafim, OTC


Encontro de Educadores Carmelitas da Divina Providência

A Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência promoveu, no dia 25 de junho de 2022, o Encontro Anual de Educadores Carmelitas, no formato on-line, pela plataforma digital Google Meet. O evento contou com participação de diretores, coordenadores, professores e funcionários de suas quatro unidades escolares: Cataguases/MG, Juiz de Fora/MG, Viçosa/MG e Teresópolis/RJ. O objetivo principal foi o aprofundamento da espiritualidade carmelita.

Momento I

Palestrante: Ir. Marlene Frinhani 

 Tema: “Interpelações do Amor”

Na parte da manhã, tivemos a participação da Ir. Marlene Frinhani, que nos conduziu numa profunda reflexão sobre as “Interpelações do Amor”. Ela iniciou sua fala, fazendo memória de personalidades históricas que, com suas atitudes, foram capazes de deixar um rastro de amor e um modelo a ser seguido pelas gerações que as sucederam. Irmã Marlene apontou a coragem de Nelson Mandela, a firmeza e a coerência de Dom Hélder Câmara, o senso de justiça de Mahatma Gandhi e a caridade de Santa Dulce dos Pobres.

Deste modo, a Irmã nos apresentou a carmelita Santa Teresinha do Menino Jesus. Uma jovem francesa, de família burguesa, que abriu mão das regalias de sua classe social, para viver a austeridade do Carmelo. Assim, mergulha na espiritualidade do Carmelo, a qual ela denominava “teologia do Pequeno Caminho’’, significando que a prática do amor a Deus não se baseia em grandes ações, mas em pequenos atos do dia-a-dia.

Irmã Marlene nos levou a refletir como a busca do ordinário, ou seja, simplicidade do dia-a-dia, vivido por Santa Teresinha, pode nos ajudar a alcançar uma espiritualidade mais profunda. Apontou, também, a coragem de Teresinha em não abrir mão de seus princípios.

De que modo podemos dialogar com os jovens de nosso tempo? Como lhes transmitir os valores do Evangelho, diante de tantas influências que lhes chegam pelas redes sociais? Estes e outros questionamentos foram levantados ao término na manhã de espiritualidade. Numa partilha construtiva, a comunidade educativa pôde concluir que, para enfrentar os desafios destes novos tempos, faz-se necessário a paciência, tão presente na vida de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Tal paciência não pode ser passiva, mas acompanhada de atitudes que nos levem a dialogar com esta juventude que, diante de tanta informação e pontos de vista, encontra-se confusa e desnorteada.

Concluímos que é preciso abrir espaço para o diálogo, para a verdadeira espiritualidade carmelita, que segundo Teresinha, nasce das pequenas atitudes.

 

Momento II

Palestrante: Humberto Silvano Herrera Contreras

Tema: O Pacto Educativo Global

            Primeiramente, esse pacto é perceptivo a partir da Igreja Católica, na pessoa do Papa Francisco. A campanha da Fraternidade é para além do período da quaresma, deve ser vivenciada o ano todo.  A educação religiosa se aplica a todos, independente da religião. Cada colégio deve zelar pela identidade Católica de toda a estrutura, e não só de algumas partes. Identidade Católica é aquilo que há de comum em nossa pedagogia escolar, e da qual não devemos abrir mão. O Projeto Político Pedagógico do Colégio deve deixar claro esses pontos acerca da identidade Católica.

                Ensinar significa marcar o outro com sinais. A marca que desejamos deixar no outro é a marca do ensinamento. Toda escola Católica precisa se avaliar, e projetar um humanismo solidário. A fraternidade é uma experiência de encontro com o outro. A Escola é um lugar privilegiado de encontro consigo e com os outros. Um dos pontos fundamentais é que a escola Católica deve zelar por um currículo evangelizador. Uma das disciplinas que pode muito ajudar é o Projeto de Vida, inserido recentemente no currículo escolar. Um Projeto de Vida que seja pessoal e comunitário.

Você educador deve se perguntar: deixo marca na vida dos alunos? Cada Colégio vai se adequando, pouco a pouco, às orientações da CNBB. O Papa Francisco fala que é urgente uma pedagogia cristã nas escolas Católicas.

 Esse caminho não é inventado por nós, mas baseado na pedagogia do próprio Jesus Cristo. Uma passagem bíblica que mais se aproxima dessa pedagogia é a passagem dos discípulos de Emaús. Uma pedagogia que acontece a partir da escuta e do acompanhamento. Caminhar com o outro, seguir ao seu lado, e não julgar o outro. O acolhimento foi a atitude pedagógica de Jesus. Nesta passagem vemos cinco passos concretos: testemunho; discernimento; acompanhamento; diálogo e encontro.

 O Papa Francisco nos indica o caminho, quando diz que a pessoa, o ser humano, deve estar no centro das nossas atenções e atitudes. Uma metáfora à fala do Papa Francisco: é necessário uma Escola em saída! Sair do nosso “mundinho”, ou da nossa zona de conforto, e ir às periferias. Permitir que as nossas Escolas se tornem ambientes missionários. As nossas instituições não podem ser fechadas e alheias ao mundo, pois a escola tem a missão de formar e preparar os alunos para viverem no mundo.

 O professor é um comunicador e ponte de relações. O educando deve perceber que foi conduzido a encontros, que não ficou isolado ou perdido, mas que sua vida foi tocada pela vida de outros. Escutar o outro é a capacidade de sintonizar a nossa vida com a vida do outro. A questão é: como acolhemos o que escutamos? Na forma como faço meu planejamento, consta uma capacidade de escuta? O diálogo nasce da aproximação. A partir do documento Laudato Sí, o Papa nos questiona: O que está acontecendo com nossa casa? Não é hora de fazermos uma revisão do nosso ensino?

                O Projeto de Vida não pode se reduzir a um projeto sobre o futuro, mas sim deve ser um processo contínuo. Qual é o presente dos nossos alunos? Como eles estão hoje, para assumir o futuro? Entender o projeto de vida como algo que estou construindo, pouco a pouco. Nesta tarefa educacional não se pode caminhar sozinho, podemos e devemos caminhar juntos. Como a didática que estabelecemos responde às necessidades do nosso tempo?

Momento de partilha: Voltou a preocupação em como lidar com o emocional dos nossos educandos. Cuidar primeiramente de si, para melhor cuidarmos uns dos outros.

 

Segunda parte: Iniciou-se com um vídeo de animação, sob a perspectiva do cão, do pássaro e do pescador. Continuamos na dimensão da escuta uns dos outros.

                Temos três demandas a que nossas Escolas precisam ficar atentas: globalização, diálogo inter-religioso e diálogo intercultural. O ser humano é um ser frágil. Nós educadores somos frágeis e precisamos de cuidado. O plano de aula vai se modificando e se moldando, a partir do encontro com as pessoas. As incertezas fazem parte do caminho e dos desafios educacionais. Entender o pacto, a partir das perspectivas: processo (discernimento); diagnóstico (realidade) e interligado (encontro e convergência). Dedicar tempo para esta autoavaliação individual e comunitária dos educadores. Podemos encontrar três chaves para o pacto educacional: primeira chave é o currículo; segunda chave é a didática (o professor ocupa o lugar de facilitador do encontro e do diálogo); e a terceira chave é a avaliação (tudo na vida precisa de avaliação).

 

Claudenilson José da Silva e

Leandro Libanio

Professores do Colégio Carmo Teresópolis

       

            

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